Quando enfim na terra eu repousar,
Que meu espírito contemple a natureza.
Os pássaros felizes a gorjear!
E a relva que cobre o chão!
Quando em ti meus versos findares,
e no meu peito parar o coração!
Quando minhas forçar não mais suportar,
Eu voltarei ao meu rincão,
Como a cachoeira em lamento, volta ao mar.
E se eu não poder mais sonhar,
E dos seus lábios não ouvir nem um queixume,
E dos amores e tempos passados,
Lembrarei apenas do teus agrados,
Dos seus carinhos e seus ciúmes!
A brisa aos teus ouvidos soprarem,
Como soprava outrora,
Recorda-te o despertar na aurora,
Os encantos da vida enfim,
Das perfumadas rosas e os jasmins,
Como joias que te enfeita agora!
Quando de mim não tiveres mais o calor,
E os meus braços não mais te protegê-lo,
Farás ao vento o telo apelo,
Clamarás ao mundo por teu protetor,
Mais só o frio vento irá acariciar,
As pálpebras como gelo!
Deixarei por te meu zelo e candura,
meu amor e prece que subirá ao céu!
Direi ao Senhor quanto tua alma é pura!
Viverás pra sempre, em viver de glória,
Que tu nunca, na vida pereça,
E nem conheça duras amarguras!
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